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terça-feira, 16 de junho de 2020

Maracanã, templo sagrado do futebol completa 70 anos. Conheça a história da sua construção e as glórias.

Estádio nasceu com obras inacabadas e torcedores pendurados em andaimes às vésperas da Copa do Mundo


Apenas um estádio no mundo tem um currículo com duas decisões de Copa do Mundo e uma  Olimpíada. O Maracanã, inaugurado há exatos 70 anos, pode ser considerado o estádio mais importante do planeta por isso.

A imponência também ajuda a candidatura do estádio. Hoje reduzido, foi erguido sob olhares atônitos, incapazes de imaginar a magnitude de uma construção capaz de abrigar mais de 170 mil torcedores.

Se um projeto de tal grandiosidade poderia ser desafiador em condições normais, esbarrou ainda em burocracia, disputas políticas e teve de ser tocado às pressas. O Maracanã começou a ser erguido em agosto de 1948, a apenas 22 meses da abertura da Copa do Mundo de 1950. Acabou entregue ao Rio e ao futebol em cerimônia com a participação do presidente Eurico Gaspar Dutra.

A uma semana do primeiro jogo do Mundial, o estádio também recebeu um amistoso entre as seleções carioca e paulista de novos ainda com andaimes nas arquibancadas. Eles tinham uma função vital: servir como base da cobertura, que não havia secado totalmente. Mas também abrigaram torcedores enquanto ainda não eram retirados dali.

No aniversário de sete décadas do icônico estádio, o UOL Esporte mostra trechos do livro "1950: O Preço de uma Copa", dos autores Beatriz Farrugia, Diego Salgado, Gustavo Zucchi e Murilo Ximenes. Ele dá detalhes de como o gigante Maracanã saiu do chão para ganhar o mundo, além de trazer relatos de pessoas que viram a construção de perto, como Zagallo.

Nem tudo estava pronto
O paredão de madeira disputava lugar na arquibancada do novíssimo Estádio Municipal do Rio de Janeiro, o palco principal da Copa do Mundo no Brasil. Ocupava pelo menos 32 degraus — de um total de 48 — e estava localizado atrás de um dos gols, o que correspondia a 25% do maior setor do local. Por isso, o Maracanã planejado e construído para 155 mil pessoas, 93,5 mil só na arquibancada, recebera "apenas" 100 mil espectadores para o jogo de inauguração, disputado pelas seleções do Rio de Janeiro e São Paulo, .

No dia 17 de junho de 1950, a apenas sete dias da abertura do Mundial, os andaimes que impediam a lotação máxima do estádio municipal tinham, no entanto, uma função vital: eles serviam de base para a marquise e suportavam parte das suas 96 toneladas. Um dos torcedores que se misturava ao ferro e aos pedaços de madeira na arquibancada era o jovem Alfredo, de 14 anos. Como espectador, relembra a situação dos brasileiros que foram ver o jogo. Como urbanista e arquiteto, Alfredo Britto explica o porquê da necessidade de inaugurar o estádio com as obras ainda em andamento.

Muita gente ficou agarrada às travessas dos andaimes. Assistiam à partida com uma grade na frente. A concretagem ainda não estava concluída. Era preciso que tivesse o suporte."

Foi dessa forma que o coronel Herculano Gomes, engenheiro responsável por tocar a construção do estádio, resolveu o problema da falta de tempo. Antes, nos últimos meses da obra, na iminência do atraso na entrega da praça esportiva, o coronel não hesitou em subir no topo de um trecho da marquise acima das tribunas.

Lá de cima, a 32 metros de altura, viu um tanque do Exército puxar o escoramento do setor com um cabo de aço. O episódio resumia bem o que ocorrera nos últimos 22 meses naquele terreno às margens do rio Maracanã.


Burocracia apertou o prazo
A oficialização do Brasil como sede da Copa, em 25 de julho de 1946, foi a deixa para a construção de uma grande praça esportiva na então capital do país, um antigo anseio. No dia 4 de setembro de 1946, exatamente 41 dias após a escolha da Fifa, foi instalada uma comissão ainda na gestão do prefeito Hildebrando Góes (1946-1947) para estudar o plano de construção de estádios.

A posse de Mendes de Moraes, em junho de 1947, ajudou a acelerar o processo. Faltava, contudo, o projeto e o local para a construção do estádio, fosse ele municipal ou federal. A localização do terreno do Derby Club, da prefeitura, fora determinante para tornar a municipalidade responsável pela construção.

Dessa forma, a Secretaria de Finanças do Distrito Federal e o presidente do Conselho Nacional de Desportos, João Lyra Filho, apresentaram uma proposta de financiamento, com garantias vindas da venda antecipada de 30 mil cadeiras cativas. Ela começaria em janeiro de 1948. O Banco da Prefeitura, então, concedeu o crédito ao poder municipal.

A burocracia resultou numa obra ainda inacabada no mês da Copa. A previsão dos custos também foi descumprida. Segundo relatório da Adem (Administração dos Estádios Municipais), divulgado nos primeiros dias de 1949, o Estádio Municipal estava "oficialmente estimado" em 150 milhões de cruzeiros. Vinte e dois meses de obra, no entanto, trataram de descumprir a previsão. O custo aumentou quase 54%, em 230 milhões de cruzeiros.

O projeto foi dividido em dois escritórios, que haviam ficado nas primeira posições me um concurso realizado em 1941. Antônio Dias Carneiro e Pedro Paulo Bastos, a dupla vencedora, e Rafael Galvão e Orlando de Azevedo Neto, os perdedores, tiveram a incumbência de projetar o maior estádio do mundo.


Zagallo jogou no terreno
As corridas de cavalo já não ocorriam no terreno cravado na Tijuca desde o início da década de 1930, quando o Jockey Club e o Derby Club se juntaram para formar o Jóquei Clube Brasileiro. "Lá dentro, além da parte circular da pista de carreira, havia uma porção de obstáculos para trabalhos de cavalos em concursos hípicos. Tinha também enormes arquibancadas, de ferro e de madeira", lembra o general Jonas Correia Neto, que ainda criança viu a mudança do cenário.

A mudança do Derby Club foi festejada, mesmo, primeiramente pela meninada da Tijuca, que passou a usar o local como palco de brincadeiras. Um deles era o próprio general Jonas. Era só atravessar a rua, e lá estava o terreno abandonado.

O garoto Mário Jorge, que também morava nas imediações, tinha apenas 16 anos quando, em junho 1947, o terreno foi apontado como o local mais adequado para a construção do Estádio Municipal. "Quando já estava determinado que ali seria o estádio, joguei uma pelada no Derby Club", conta.

Aqui, estamos falando de Mário Jorge Lobo Zagallo. Uma figura que, obviamente, não se limitaria a um breve bate-bola no terreno do maior estádio do mundo. Zagallo transformaria o quintal de sua casa em palco principal de sua própria vida. Primeiro como militar, depois como ponta-esquerda do Botafogo e da seleção.

Eu passava pela obra e achava a estrutura muito grande. Pensava onde arrumariam torcida para encher aquilo

O mesmo ocorreu com o menino Calé. Nascido em Madureira, mudou para a Tijuca e viveu parte da infância ali. Ele também vira, nos primeiros anos de vida, a instalação do quartel do Exército no hiato entre o Derby Club e o Maracanã. Nunca entrou no terreno antes de o estádio ser erguido. Ironia pura, pois, a partir de 1958, quando o maior estádio do mundo já tinha completado oito anos, Calé virou funcionário do Maracanã. Nunca mais saiu de lá e se tornou o trabalhador mais antigo do estádio.

Mesmo morando tão perto, os três tinham apenas o Macaranã como fator comum. O general Jonas vivia na rua Derby Clube. Zagallo, na professor Gabizo, e Calé, na rua Ibituruna. Presenciavam as corriqueiras enchentes que ocorriam no bairro após o rio Maracanã transbordar.

As inundações se tornariam um dos argumentos da prefeitura para bater o martelo e escolher o antigo terreno como o local do estádio. Com a construção, obras no entorno do Maracanã poderiam extinguir o problema de uma vez por todas. O tempo se encarregaria de desmentir a promessa.




Uma obra em 675 dias
Até 31 de dezembro de 1948, quando a construção do estádio caminhava para o sexto mês, a Adem já havia gastado 10,4 milhões de cruzeiros só com material. O entra e sai de caminhões impressionava os moradores acostumados com o sossego do terreno abandonado de meses antes.

A obra, porém, não começou com muitos funcionários —eram 200 no início—, principalmente se comparada com os últimos meses. Um ano após o começo da construção, 1.481 operários ajudavam a erguer as arquibancadas. O número de trabalhadores foi divulgado pela Adem a fim de acabar com rumores de que teriam ocorrido deserções e dispensas.

À época, a Prefeitura tinha a previsão de erguer o Maracanã até abril de 1950. Dessa forma, em janeiro de 1950, 2,8 mil operários trabalhavam na obra. "Era impressionante. Parecia mesmo que seria uma coisa muito gigantesca. Era um verdadeiro exército de gente trabalhando ali", disse Calé.


Marquise virou preocupação
O estádio apresentava um cronograma apertado. As arquibancadas já estavam concluídas, mas a marquise começava a se tornar uma preocupação. Somente nos primeiros dias de fevereiro a cobertura começou a tomar forma. Para agilizar a entrega de materiais, o prefeito Mendes de Moraes conseguiu tomar emprestado caminhões de carga do Exército que se juntariam à frota da Prefeitura.

Foi nesse cenário que Herculano Gomes teve a ideia de adicionar uma resina especial na marquise. O objetivo era realizar a secagem do concreto em um tempo menor. O próximo passo do coronel seria o ponto mais alto da cobertura, onde vira parte do madeiramento ser derrubado. Não havia escolha. A pressão sobre o coronel aumentava à medida que a data de abertura do Mundial chegava. Meses antes, em meados de setembro, a obra recebeu a visita do presidente da Fifa, Jules Rimet.

O dirigente, apreensivo, pôde acompanhar o ritmo acelerado da construção. Quando retornou ao país, já de forma definitiva para acompanhar a competição, em 2 de junho de 1950, a apenas 22 dias do jogo inicial da Copa, o presidente da Fifa ainda não encontrou o Maracanã pronto para receber uma partida de futebol.

Tanto que a inauguração do estádio, com o confronto entre as seleções de novos do Rio de Janeiro e de São Paulo, foi adiada do dia 28 de maio para 17 de junho —o legendário botafoguense Didi, por sinal, fez o primeiro gol "para valer" do Maracanã. Na noite anterior ao jogo, pouco depois de o presidente Dutra cortar a fita simbólica do estádio, na inauguração oficial em 16 de junho, operários e engenheiros bateram uma bola sobre o gramado de 110 metros de comprimento por 75 de largura. Os homens responsáveis pela maior obra de estádio até então jogavam para apenas um espectador: o paredão de madeira.

Palco de seis jogos da Copa
Na ânsia de finalizar a obra, o Exército foi chamado para auxiliar mais uma vez. Era preciso remover algumas tábuas de madeira que já não eram necessárias para a sustentação da marquise. Entre os soldados, Zagallo, com 19 anos incompletos.

O jovem ponta-esquerda também prestaria outro serviço ao Brasil durante a Copa. Em três jogos do Mundial, com uniforme verde-oliva, capacete e cassetete, zelou pela segurança dos torcedores que foram às arquibancadas do Estádio Municipal.

Além da abertura e do jogo final, o Maracanã recebeu mais seis jogos da Copa. Três deles foram disputadas por equipes que não faziam parte do grupo da seleção brasileira. Um dia após o Brasil vencer o México no jogo inaugural da Copa, dia 24 de junho, com pouco mais de 81 mil torcedores no estádio, Inglaterra e Chile entraram em campo sob olhares de apenas 29,7 mil pessoas. Ainda menor foi o público que acompanhou o confronto entre espanhóis e chilenos: somente 19,7 mil espectadores.

Na última rodada da primeira fase, 74,6 mil novos aficionados por futebol viram a Espanha despachar a Inglaterra e passar ao quadrangular final. Depois da estreia, o Brasil voltou ao estádio contra a Iugoslávia. Sem o paredão de madeira, 142.429 torcedores acompanharam a vitória brasileira.

Na fase final, casa cheia também para os dois jogos que antecederam a derrota fatídica para os uruguaios. Contra a Suécia, 138 mil torcedores. Diante da Espanha, 152 mil. Na derrota da seleção brasileira para o Uruguai, em 16 de julho de 1950, 173 mil espectadores, oficialmente, superlotaram o maior estádio do mundo. Havia, segundo relatos, 200 mil pessoas no Maracanã naquele dia. Número impressionante para justificar uma das maiores derrotas da história das Copas, o Maracanazo.


Novos Maracanãs
Em seus 70 anos de história a partir do gol de Didi, dos andaimes e do Maracanazo, o estádio passou por incontáveis reformas, de pequeno e enorme porte. Ao mesmo tempo em que acolheu títulos e emoções de flamenguistas, vascaínos, botafoguenses, tricolores e, por que não, santistas, corintianos e tantas torcidas que vinham de longe para encher suas dependências. Hoje, sem jogos, cede seu para abrigar um hospital de campanha

A reforma mais drástica visou o Mundial de 2014, quando a cobertura original foi demolida. Dentro, as cadeiras deram um novo colorido ao estádio, azuis, amarelas e brancas, enquanto os anéis para acomodar o público davam lugar a uma só estrutura. Foi uma obra polêmica, que mexeu com centenas de milhões de reais e muitas emoções. Abaixo, no programa "Os Canalhas", o jornalista João Carlos Albuquerque e o ex-jogador Edinho, do Fluminense, debatem essa transformação:


Jogador que teve história atuando no Maracanã, Edinho diz que mudanças no estádio com a reforma para a Copa do Mundo de 2014 foram necessárias para salvar o estádio e que ele estava em ruínas e poderia ser deixado de lado caso não houvesse a reestruturação.


Reportagem: Diego Salgado. Edição: Diego Salgado e Giancarlo Giampietro


SINDICATO CONTRA OS PAIS: Justiça do Rio suspende desconto nas mensalidades escolares

Liminar atendeu a pedido do sindicato das escolas privadas do estado


A Justiça do Rio de Janeiro suspendeu a aplicação da lei estadual que determinou descontos nas mensalidades de escolas e universidades do estado. A decisão liminar (provisória) é da juíza Regina Chuquer que atendeu a mandado de segurança coletivo impetrado pelo Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado do Rio de Janeiro (Sinepe-RJ). A lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) impôs a redução de 30% das mensalidades escolares como consequência da queda de custos de manutenção em razão da suspensão das atividades presenciais devido à pandemia de covid-19. 

A magistrada sustentou que a lei tem inconstitucionalidade formal decorrente de invasão de competência privativa da União para dispor a respeito de normas contratuais, matéria de direito civil e normas de direito do trabalho. “A Constituição da República é o documento estruturante do Estado Brasil e seus princípios e normas não podem ter o seu cumprimento afastado nem por uma pandemia. Devem ser aplicados de forma irrestrita, sob pena de absoluta nulidade”, apontou.

Regina Chuquer viu, ainda, inconstitucionalidade material, por imposição de obrigações contrárias à livre iniciativa e ao ato jurídico perfeito, desobrigando os associados do seu cumprimento.

“Esse descompasso, resolve-se pela não aplicação da lei incompatível, uma vez que a relação jurídica de direito material estabelecida entre os alunos/pais e a instituição de ensino tem por instrumento contratos prevendo obrigações para ambas as partes. Assim é que, justificada por uma regra de exceção, o estado de calamidade decretado no Estado, pretende a Assembleia Legislativa obrigar às escolas particulares de todos os níveis, a concederem descontos variados, de acordo com faixas de preço desde que submetidos a uma pretensa Mesa de Negociações”, pontuou a magistrada.

Na conclusão da liminar assinada ontem (15), a juíza dá o prazo de 10 dias para a “as autoridades coatoras” prestarem informações sobre o assunto.

Edição: Lílian Beraldo - Agência Brasil

segunda-feira, 15 de junho de 2020

CÁLCULOS RENAIS, CONSULTE UM NEFROLOGISTA por Bruna Pinheiro


Os cálculos renais podem permanecer sem sintomas por um bom tempo, porém a dor causada pela presença de cálculo é típica, normalmente ocorre quando há o desprendimento dos cálices da pelve renal. 


Esse desprendimento ocasiona dor intensa, capaz de acordar o paciente mesmo dormindo. 

As principais causas da litíase são: 
- Diminuição da ingestão hídrica (volume insuficiente de urina). A diminuição de urina irá ocasionar uma maior permanência de partículas sólidas (partículas de cristais) no sistema urinário e não se dissolvendo de forma adequada os componentes da urina, podem vir a apresentar hipersaturação e cristalização. 
- Excesso de solutos, grandes quantidades de cálcio, oxalato, fosfatos, cistina, ou falta de citrato (pela alimentação ou suplementação). 
- Distúrbios metabólicos do ácido úrico ou da glândula paratireoide. Obstrução das vias urinárias. 


Principais fatores de risco: Sedentarismo, obesidade, alimentação desequilibrada, ausência de atividade física regular, má absorção intestinal, uso de alguns medicamentos diuréticos, laxantes e alguns suplementos de vitamina. 


O tratamento deve ser feito com um profissional nefrologista à fim de determinar a melhor medida de tratamento, uso de analgésicos e cirurgia se necessário e acompanhamento nutricional especializado à fim de tratar as possíveis causas e evitar formação de novos cálculos.

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QUEM MORA NO RJ, AJUDE PELO MENOS COM UMA UNIDADE!!!

O INCA (HOSPITAL DO CÂNCER - RIO DE JANEIRO), esta precisando de TOUCAS DE TRICÔ E/OU CROCHÊ para as CRIANÇAS QUE ESTÃO INTERNADAS.

PARA DOAR (PODE SER ATÉ 01 UNIDADE, NÃO IMPORTA) É SÓ SE DIRIGIR À PORTARIA DO HOSPITAL:

Hospital do Câncer I (Unidade Hospitalar do INCA)
Praça Cruz Vermelha, 23 / 2° andar - Centro - Rio de Janeiro.

domingo, 14 de junho de 2020

ARTISTA PLÁSTICA PRISCILA FONTES HOMENAGEIA CLAUDINHO GUIMARÃES


Quando no início da noite li a matéria do jornal de Barão de Inohan sobre tua partida, não acreditei. Uma perda Inestimável para Maricá hoje do querido Claudinho Guimarães no Posto de Saúde Santa Rita. No céu brilha mais uma Estrela. Fica aqui, minha singela homenagem:

Quando a Gira Girou
Por: Claudinho Guimarães 

O Céu de repente anuviou
E o vento agitou as ondas do mar
E o que o temporal levou
Foi tudo que deu pra guardar
Só Deus sabe o quanto se labutou
Custou mas depois veio a bonança
E agora é hora de agradecer
Pois quando tudo se perdeu
E a sorte desapareceu
Abaixo de Deus só ficou você

Quando a gira girou, ninguém suportou
Só você ficou, não me abandonou
Quando o vento parou e a água baixou
Eu tive a certeza do seu amor

Quando tudo parece que estar perdido
É nessa hora que você vê
Quem é parceiro, quem é bom amigo
Quem tá contigo quem é de correr
A sua mão me tirou do abismo
O seu axé evitou o meu fim
Me ensinou o que é companheirismo
E também a gostar de quem gosta de mim

Quando a gira girou, ninguém suportou

Na hora que a gente menos espera
No fim do túnel aparece uma luz
A luz de uma amizade sincera
Para ajudar carregar nossa cruz
Foi Deus quem pôs você no meu caminho
Na hora certa pra me socorrer
Eu não teria chegado sozinho
A lugar nenhum se não fosse você

Descanse em Paz meu amigo!  Priscila Fontes


EXCLUSIVO: SECRETÁRIO DE CULTURA DE MARICÁ LAMENTA A MORTE DE CLAUDINHO GUIMARÃES

Claudinho Guimarães e Sady Bianchin

Após a notícia dado em primeira mão pelo jornal Barão de Inohan da morte por infarto no final da tarde do domingo 14 de junho às 17:50 h no posto de saúde Santa Rita na Rua 83 em Itaipuaçu, Maricá, o secretário de cultura de município enviou por whatsapp uma homenagem ao cantor e compositor que tantas alegrias deu ao mundo do samba e aos maricaenses em especial, cidade que amava e morava (Claudinho era morador de Itaipuaçu). Diz a nota do secretário Sady Bianchin:

"Quando morre um sambista toda a  cidade chora a parada do cavaquinho. 
Tristeza não tem fim...perdemos um dos grandes compositores do samba autêntico e espontâneo da cultura popular brasileira. Camarada, CLAUDINHO GUIMARÃES,  você vai ficar na parede de nossa memória, com os versos onde a gira girou e nos levou para eternidade. Gira e voa meu amigo na fé, evoé!!!"

Em nome da Cultura de Maricá, o secretário da pasta, Sady Bianchin, solidariza-se com a família e com os amigos do sambista Claudinho Guimarães, que faleceu na tarde deste domingo (14/06), vítima de um infarto. Perde o município, perde a comunidade do samba um músico, cantor e compositor de primeira grandeza, homem compromissado com o coletivo e que buscava instrumentalizar sua arte para fazer do mundo um lugar melhor.  Neste momento de dor, não podemos deixar de prestar nossa homenagem a esse artista que se dedicou a preencher a cidade com música de qualidade e genuína alegria. Unimo-nos a todos os músicos, fãs, familiares e amigos do sambista para prestar nossa homenagem, levar nosso sentimento de pesar.

Segundo o secretário a secretaria de cultura emitirá nota de falecimento ainda na noite deste domingo.


BARÃO DE INOHAN 208 - 14 de junho de 2020

BARÃO DE INOHAN 208 
14 de junho de 2020

- CIRO FONTOURA É LANÇADO PRÉ-CANDIDATO A PREFEITO DE MARICÁ PELO REPUBLICANOS
- CÂMARA DE MARICÁ VOLTA COM SESSÕES ORDINÁRIAS, AGORA ON LINE
- BRASIL ULTRAPASSA 850 MIL CASOS CONFIRMADOS.
- MARICÁ REGISTRA 2.222 CASOS CURADOS E DESCARTADOS
- BANCO MUNDIAL PREVÊ TRAGÉDIA NA AMÉRICA LATINA
- VÁRIOS ARTISTAS E ARTESÃOS DE MARICÁ AINDA NÃO RECEBERAM NENHUM TIPO DE AUXÍLIO EMERGENCIAL
- INFECTOLOGISTA DA UFRJ PREVÊ EXPLOSÃO DE CASOS APÓS RETOMADA DE SERVIÇOS
- INOCENTES DE MARICÁ COMPLETA 17 ANOS
- PERÍCIA CONFIRMA QUE VEREADOR RICARDINHO NETUNO NÃO ARROMBOU GALPÃO

EM RESPEITO E CUIDADO AOS NOSSOS LEITORES, PARA EVITAR O MANUSEIO EXCESSIVO DA VERSÃO IMPRESSA DO JORNAL BARÃO DE INOHAN, ESTAREMOS CIRCULANDO APENAS NA VERSÃO ON LINE DURANTE O PERÍODO DA PANDEMIA DO COVID 19 E ENQUANTO DURAREM AS DETERMINAÇÕES DA PREFEITURA DE MARICÁ NA PREVENÇÃO DA PANDEMIA.

Jornal Barão de Inohan, edição de 14 de junho de 2020, já circulando









sábado, 13 de junho de 2020

Lei Aldir Blanc aprovada no Senado; veja quais serão os benefícios para o setor cultural

O projeto de lei que irá beneficiar profissionais da área da cultura (PL 1075/2020) foi aprovado no Senado na noite do dia 04 de junho.



Aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 26 de maio, e no Senado na quinta-feira, 4/6, a Lei de Emergência Cultural (PL 1075/2020) agora segue para a sanção presidencial. No texto do projeto, a lei emergencial antecipa o pagamento de auxílio financeiro mensal para os profissionais da cultura do País.
Intitulada Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor que morreu em abril por complicações devido à Covid-19, o projeto prevê uma ajuda de R$ 3 bilhões aos municípios, estados e Distrito Federal, que deverão aplicar o repasse em rendas emergenciais aos trabalhadores do setor cultural, para manutenção de equipamentos e chamadas públicas, realização de cursos, produções audiovisuais, prêmios e manifestações culturais. Os valores deverão ser repassados pelo governo federal em até 15 dias após a aprovação da lei.
Prejudicados com a paralisação e cancelamento de apresentações teatrais, musicais e de audiovisual, a lei foi projetada com o intuito de beneficiar trabalhadores da cultura e do entretenimento, espaços de arte, além de micro e pequenas empresas que realizam serviços na área da cultura. O texto da Lei Aldir Blanc analisa a execução de editais, chamadas públicas e também na elaboração de atividades de forma online. 
“Em todo o mundo, uma das primeiras medidas tomadas para diminuir os riscos de contaminação foi o fechamento de museus, salas de cinema, teatros e centros culturais, assim como o cancelamento de shows e outros espetáculos artísticos”, disse o relator do projeto no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA). A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou, em relatório, que o Projeto se faz importante principalmente pela classe ter sido a primeira a ser prejudicada pela pandemia e, provavelmente, será a última a retornar às atividades.

Confira os detalhes previstos na Lei de Emergência Cultural

Distribuição

Primeira metade (R$ 1,5 bilhão) irá para Estados e para o Distrito Federal - 80% será distribuído de acordo com a população e 20% pelos índices do Fundo de Participação dos Estados (FPE)

Segunda metade (R$ 1,5 bilhão) irá para os Municípios e para o Distrito Federal - 80% distribuído de acordo com a população e 20% segundo o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
Quem receberá o auxílio

Trabalhadores que comprovem atuação no setor cultural nos últimos dois anos - o profissional deverá ter tido rendimentos de até R$ 28.559,70 no ano de 2018. Até dois membros da mesma família poderá receber o auxílio. Mães solteiras terão duas cotas.

Espaços artísticos, micro e pequenas empresas culturais que tiveram atividades suspensas - empresas deverão comprovar o cadastro municipal, estadual ou distrital ou no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic) e Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab).
Que não receberá o auxílio

Trabalhadores com emprego formal ativo, titulares do benefício previdenciário e do seguro-desemprego e aqueles que já recebem auxílio emergencial pago a trabalhadores informais não poderão receber o auxílio.

Valores previstos

Espaços culturais - entre R$ 3 mil a R$ 10 mil

Trabalhadores informais no setor cultural - renda mensal de R$ 600, pago em três parcelas.
Obrigações

Os espaços culturais que receberem o auxílio deverão realizar atividades para alunos de escolas públicas ou promover ações em espaços públicos gratuitamente, após a reabertura dos locais.

Os gestores responsáveis deverão prestar contas do uso do dinheiro em até 120 dias após o recebimento da última parcela.
Leia o texto do Projeto de Lei 1075/2020 aqui.
Com informações da Agência Senado

sexta-feira, 12 de junho de 2020

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quinta-feira, 11 de junho de 2020

VÁRIOS ARTISTAS E ARTESÃOS DE MARICÁ AINDA NÃO RECEBERAM NENHUM TIPO DE AUXÍLIO EMERGENCIAL

SOMBRAS - Tela em 3D criação de Pricilla Darmont

Prometido no início de maio pelo novo secretário de cultura de Maricá - Sady Bianchin (em ligação telefônica feita pelo jornalista Pery Salgado), o auxílio emergencial para artistas plásticos e artesãos ainda está sobre a mesa do prefeito Fabiano Horta e boa parte deles está literalmente na penúria.

Sem poder expor em praças públicas, feiras, ou ter seus atelies (aqueles que ainda tinham) abertos, estes artistas não sabem mais a quem recorrer. Da mesma forma estão os artistas ligados ao GAM (Grupo de Artistas de Maricá), entidade com 25 anos de idade que reúne diversos artistas - que nos últimos anos não tem recebido nenhum tipo de ajuda e atenção do poder público e seus membros e  associados, além de terem recebido nenhum tipo de auxílio, não estão podendo expor seus trabalhos devido as restrições impostas pelo executivo municipal, em virtude da pandemia do Covid-19.


Na ligação telefônica, o secretário de cultura estava animado pelo fato de poetas e músicos no aniversário de Maricá, receberem ajuda através do ART&MÚSICA pelas comemorações dos 206 anos. Informou ainda que outros músicos que não foram contemplados com a participação no ART&MÚSICA, poderão participar de um festival de música on line que será lançado pela prefeitura e disse que para os artista plásticos e artesãos (cerca de 600), um auxilio emergencial no estilo do PAT seria sancionado pelo prefeito, mas, segundo informações vindas de outras fontes, este auxílio estaria parado na mesa do prefeito Fabiano Horta.



Enquanto isso, o Fórum Cultural de Maricá (presidente Raquel Simões), se mobilizou e em parceria com o Moda Favela, começou a confecção e venda de máscaras contra a Covid-19, ao custo de R$ 10,00, onde 50% do valor será convertido em ajuda para compra de cestas básicas para estes artistas e artesãos em situação de vulnerabilidade.

Outra ação capitaneada pelo Fórum Cultural, desta vez em parceria com a ACM (Associação Comercial de Maricá) e Secretaria de Cultura, são doações no valor de R$ 80,00 em conta específica, que será convertida em um voucher do mesmo valor para que cestas básicas sejam retirados no supermercado Princesa. Na primeira remessa, segundo Raquel, 25 artistas foram contemplados. Na segunda remessa, outros 15 artistas receberam em suas residências na noite da quinta feira 11/06 as cestas básicas conseguidas através da doação que continuam sendo recebidas.




Campanha do Fórum Cultural de Maricá em parceria com a Moda Favela para confecção de Máscaras artísticas.

50% das vendas serão revertidos para compra de cestas básicas para artistas em situação de vulnerabilidade. Valor R$10,00 (dupla face)
@gabibrazil @biancabrancoo711 @forumculturaldemarica
Informações 98558-9914

Encomende a sua através do nosso direct no Instagram ou no inbox do Fórum Permamente de Cultura no Facebook. Essas lindezas custam apenas R$10,00 e além de esbanjar estilo, ao adquirir a sua, você ainda dá uma força pra galera do Fórum Cultural de Maricá, doando 50% do valor de cada venda.

LEI ALDIR BLANC DE AUXÍLIO FEDERAL EMERGENCIAL FOI APROVADA

O projeto de lei que irá beneficiar profissionais da área da cultura (PL 1075/2020) foi aprovado no Senado na noite do dia 04 de junho.


Aprovada na Câmara dos Deputados no último dia 26 de maio, e no Senado na quinta-feira, 4/6, a Lei de Emergência Cultural (PL 1075/2020) agora segue para a sanção presidencial. No texto do projeto, a lei emergencial antecipa o pagamento de auxílio financeiro mensal para os profissionais da cultura do País.

Intitulada Lei Aldir Blanc, em homenagem ao compositor que morreu em abril por complicações devido à Covid-19, o projeto prevê uma ajuda de R$ 3 bilhões aos municípios, estados e Distrito Federal, que deverão aplicar o repasse em rendas emergenciais aos trabalhadores do setor cultural, para manutenção de equipamentos e chamadas públicas, realização de cursos, produções audiovisuais, prêmios e manifestações culturais. Os valores deverão ser repassados pelo governo federal em até 15 dias após a aprovação da lei.

Prejudicados com a paralisação e cancelamento de apresentações teatrais, musicais e de audiovisual, a lei foi projetada com o intuito de beneficiar trabalhadores da cultura e do entretenimento, espaços de arte, além de micro e pequenas empresas que realizam serviços na área da cultura. O texto da Lei Aldir Blanc analisa a execução de editais, chamadas públicas e também na elaboração de atividades de forma online. 

“Em todo o mundo, uma das primeiras medidas tomadas para diminuir os riscos de contaminação foi o fechamento de museus, salas de cinema, teatros e centros culturais, assim como o cancelamento de shows e outros espetáculos artísticos”, disse o relator do projeto no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA). A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), afirmou, em relatório, que o Projeto se faz importante principalmente pela classe ter sido a primeira a ser prejudicada pela pandemia e, provavelmente, será a última a retornar às atividades.

Confira os detalhes previstos na Lei de Emergência Cultural
Distribuição

Primeira metade (R$ 1,5 bilhão) irá para Estados e para o Distrito Federal - 80% será distribuído de acordo com a população e 20% pelos índices do Fundo de Participação dos Estados (FPE)

Segunda metade (R$ 1,5 bilhão) irá para os Municípios e para o Distrito Federal - 80% distribuído de acordo com a população e 20% segundo o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Quem receberá o auxílio

Trabalhadores que comprovem atuação no setor cultural nos últimos dois anos - o profissional deverá ter tido rendimentos de até R$ 28.559,70 no ano de 2018. Até dois membros da mesma família poderá receber o auxílio. Mães solteiras terão duas cotas.

Espaços artísticos, micro e pequenas empresas culturais que tiveram atividades suspensas - empresas deverão comprovar o cadastro municipal, estadual ou distrital ou no Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (Sniic) e Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (Sicab).

Que não receberá o auxílio

Trabalhadores com emprego formal ativo, titulares do benefício previdenciário e do seguro-desemprego e aqueles que já recebem auxílio emergencial pago a trabalhadores informais não poderão receber o auxílio.

Valores previstos

Espaços culturais - entre R$ 3 mil a R$ 10 mil

Trabalhadores informais no setor cultural - renda mensal de R$ 600, pago em três parcelas.

Obrigações

Os espaços culturais que receberem o auxílio deverão realizar atividades para alunos de escolas públicas ou promover ações em espaços públicos gratuitamente, após a reabertura dos locais.

Os gestores responsáveis deverão prestar contas do uso do dinheiro em até 120 dias após o recebimento da última parcela.

quarta-feira, 10 de junho de 2020

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