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sexta-feira, 6 de março de 2015

HANA ZURAH, BELÍSSIMA DANÇARINA PLUS SIZE

O nosso papo de hoje é com uma belíssima dançarina que conhecemos no domingo dia 08 de fevereiro na cidade de Queimados na Baixada Fluminense durante o QUEIMADOS MODA PLUS que contou com desfiles, com as coroações da primeira Miss Queimados Plus Size - Gi Vieira e da prmeira Miss Duque de Caxias Plus Size - Deshire Khrystinna, e duas belíssimas apresentações dessa magnífica dançarina Plus Size HANA ZURAH.

Hana Zurah é o nome artístico de POLLYANNA BAPTISTA DE MORAIS VIEIRA LIMA (33).
Hana Zurah é uma terminologia árabe e significa FELICIDADE DIVINA, e segundo ela, é tudo o que todos desejam. "É uma felicidade que vem do céu!" explica.
Hana gosta de nomes hebráicos mas ela disse que este nome árabe lhe chamou muita atenção e então adottou.
Autônoma, tem licenciatura em Matemática e hoje dá aulas de dança, e foi com ela que batemos um delicioso papo.

CULTURARTEEN: Olá Hana, parabéns por você, pelo seu trabalho, pela sua alegria. Obrigado pelas explicações do seu nome artístico e vamos começar nosso papo com a célebre pergunta às nossas meninas Plus. Você sempre foi gordinha?
HANA: Obrigado pels palavrs, pelo carinho e pela oportunidade de estar aqui. Fui mais magra, mas nunca nos padrões de lady. Comecei a engordar e no ano já estava sobrecarregando a coluna.

CULTURARTEEN: Sempre se aceitou assim? Sofreu bullying?
HANA: Passei a me aceitar quando as dietas não funcionavam mais. Mudei tudo: cabelos, estilo, tudo tudo! Todos reconheceram uma nova atitude mas o bullying não parou. E isso começou na minha primeira infância. Como pode um bebê sofrer bullying dentro da casa?

CULTURARTEEN: E a dança, como você chegou até  dança ou como a dança chegou até você?
HANA: Através de uma amiga assisti a um evento de dança árabe e cigana. Ali me apaixonei. Vi os bastidores e tudo ao redor. Isso há 11 anos atrás. Me matriculei nas aulas na semana seguinte.

CULTURARTEEN: Bom, pelas nossas contas você estava com 22 anos, certo? E como foi esse progresso? Quando começaram as apresentações em público?
HANA: Como estudo música desde criança, em poucos meses minha professora  Elaine Al Nahid me pediu um solo para uma festa. Fui encarregada de fazer a abertura do evento e  tudo correu muito bem, tinha 22, quase 23 anos e foi a época em que fiquei mais magra.
Me joguei completamente. Escolhi a música Ojos Asi da Shakira e desenvolvi a coreografia toda em cima da melancolia por causa da letra da canção. Até hoje danço essa música.
Fui muito criticada por todos verem a dança do ventre como expositiva e extremamente sexual. Ninguem leva em consideração ser a cultura de um povo.

CULTURARTEEN: Exatamente e você deve ainda sofrer um duplo preconceito, pela dança sensual e por ser uma mulher plus size.
HANA: Exatamente. Resorts e restaurantes tem cada vez mais contratado bailarinas mas só as fit. Já ouvi piadas delas nos sugerindo sacrifícios para nos enquadrarmos nesses padrões e assim nos contratarem. Comentários de péssimo gosto.

CULTURARTEEN: Quantos eventos você faz por mês e quando começou a dar aulas?
HANA: Tenho atualmente me dedicado a face de professora de dança. Fazem poucos meses que ganhei esse presente. A vida de apresentações está ganhando forma agora.
Dou aula em Queimados e Nilópolis. Academia Espaço Mulher I na Rua Francisco Antônio Russo n° 219 no Centro de Queimados.  O telefone é 2665-8385.
Dou aulas também na Academia Espaço Mulher II na Av. Dr. Pedro Jorge lt 5 Q no  bairro Porteira também em Queimados. O telefone deste espaço é 3698-0349 e dou aulas no centro de Nilópolis no Studio de Dança Claudia Muniz na Estrada Antônio José Bitencourt 629 sala 201. Telefone 98674-4628. Os horários são informados pelas secretarias dos locais onde dou aulas. Em breve terei mais novidades que vocês poderão conferir na minha página https://m.facebook.com/HanaZurahDV .

Hana em recente viagem a Salvador
CULTURARTEEN: Sua vida mudou muito com a dança?
HANA: Além de me dar mais disposição e condicionamento físico, os ensaios frente ao espelho me fizeram ver beleza em mim. As amizades que ganhei, o carinho das pessoas, enfim, me tornei outra pessoa!
Os ensaios puxados emagrecem bastante, ajudam com crises de TPM,  relaxam a mente de uma forma incrível.



CULTURARTEEN: Você é casada? Tem filhos?
HANA; Sou muito bem casada há 9 anos com o Pastor Cristiano Lima e tenho duas filhas lindas um com 15 e outra com 13 anos, Ana Flávia e Maria Luísa. Mesmo sendo Pastor, meu marido me acompanha e só vê com bons olhos o meu trabalho.

CULTURARTEEN: Recado para nossos leitores!
HANA: Sim. A dança do ventre resgata o que a vida moderna tirou da mulher: delicadeza e sensibilidade, graça e elegância. Deus nos fez detalhadamente e essa volta à feminilidade nos põe no eixo novamente. Ser mulher é um presente, todas somos especiais! Aproveito para deixar meu telefone (21) 99165-4757 que também é whatsAPP.

Deshire Khrystinna - Miss Duque de Cxias Plus Size 2015
Gi Vieira - Miss Queimados Plus Size 2015
Hana Zurah, Jiovana Muniz - Miss Mariá Plus Size Senior 2014
Danielle Antunes - Miss Maricá Plus Size 2015
CULTURARTEEN: E para terminar esse delicioso papo, nós conhecemos você no evento organizado por Giselle Vieira, o QUEIMADOS MODA PLUS. Como conheceu Gi?
HANA: (risos) Nos preparativos para a coroação dela, através da querida Luciana Sobreira da Clínica FisioCorp aqui em Queimados.  Nos falamos por telefone algumas vezes e no dia da coroação a amizade foi definitivamente selada. Foi um evento magnífico e ela e vocês estão de parabéns.

CULTURARTEEN: E você pelas duas sensacionais apresentações. Obrigado minha querida e parabéns pelo exemplo de mulher e modelo plus size que você é.
HANA: Eu que agradeço o carinho e oportunidade, Um beijo  à todos.

Hana e suas lindas filhas

Em Salvador


quinta-feira, 5 de março de 2015

MISS MARICÁ PLUS SIZE SENIOR ESCAPA DE GRAVE ACIDENTE NA RJ 106

CARRO VIRA, EXPLODE E QUASE ATROPELA JIOVANA MUNIZ E OUTRA SENHORA QUE ESPERAVAM ÔNIBUS

Momento logo após ao acidente quando o veículo começava a pegar
fogo e passantes tentaram apagar o fogo (foto: Geliard Fernandes)
Um gravíssimo acidente aconteceu por volta do meio dia na RJ 106 em frente ao Posto Shell Marine em São José do Imbassaí.

Três carros foram envolvidos no acidente provocado pela Fiat Fiorino branca que segundo testemunhas estava trafegando em alta velocidade pela faixa da direita, quando em frente ao Posto Marine trocou abruptamente de pista e bateu num Fiat Palio Prata que foi jogada para fora da pista. A Fiorino ao bater na Palio, perdeu a direção e tombou deslizando na pista na direção do ponto de ônibus em frente a Madeireira Brasil onde duas mulheres (dentre elas a Miss Maricá Plus Size Sênior – Jiovana Muniz) aguardavam a condução. Ao ver a batida e o veículo vindo na direção delas, Jiovana gritou para que corressem e as duas conseguiram se livrar de uma tragédia. A Fiorino explodiu e foi parar a menos de um metro onde as duas estavam.
Um táxi Siena branco também bateu num dos carros envolvidos.
As pistas no sentido Maricá foram interditadas para que os Bombeiros pudessem controlar o fogo.
Apesar do terrível acidente ninguém ficou ferido.
 
Jiovana Muniz e outra mulher estavam no ponto de ônibus ao lado desta placa amarela
aguardando um coletivo quando viram o acidente e os veículos vindo em sua
direção (foto Romário Barros)

Nossa reportagem esteve à tarde com Jiovana que ainda com o pé inchado, disse que o susto foi enorme ao ver o veículo batendo, tombando e vindo em sua direção.
“Foi um livramento, graças a Deus!”

Jiovana Muniz, a primeira Miss Plus Size Senior de Maricá e
da Região dos Lagos escapou do grave acidente
A rodovia ficou interditada por uma hora e congestionamento chegou no km 17.

quarta-feira, 4 de março de 2015

CULTURARTEEN 145 - março 2015

CULTURARTEEN 145 - março 2015

- CHEGA DE AGRESSÃO! 
Quando nossas mulheres receberão o devido respeito e reconhecimento? É justo comemorar com apenas um dia a quem nos a vida e nos criou?
-Abertas as inscrições para os concursos GATA VERÃO e GATA VERÃO PLUS SIZE 2015
- Gi Vieira coroada a primeira Miss Queimador Plus Size
- Deshire Khrystinna coroada a primeira Miss Duque de Caxias Plus Size
- A história do Rio de Janeiro - 450 anos
- Denúncia: Transporte Escolar sem auxiliar preocupa paus de Maricá
- Como criar uma escola acolhedora
- Viação Amparo continua renovando sua frota
- Dicas e tendência para as unhas vinda do Salão de Paris
- Loja Maçônica Architekton 124 faz 21 anos
- Jovens maricaenses pedem socorro
- Austeridade, a palavra que está virando moda
- Edição semestral do Informativo BEZERRA
Tudo isso e muito mais na edição de março do seu CulturarTEEN já circulando nas versões impressa e on line


















JIOVANA MUNIZ, É A PRIMEIRA MISS PLUS SIZE SENIOR DO BRASIL A ADERIR A CAMPANHA STOP

JIOVANA MUNIZ É A PRIMEIRA MISS PLUS SIZE SENIOR DA REGIÃO DOS LAGOS


O nome dela é Jiovana Muniz (40). É mamãe de um belo rapaz chamado MelGibson.
Empresária foi convidada pelo produtor Pery Salgado em agosto de 2014 para entrar para o mundo plus size. Não acreditou no convite e achava que não tinha nenhuma chance.
Apoiada pela família resolveu encarar o convite e participou dos ensaios e preparativos para o Miss Maricá Plus Size 2014. Se dedicou e em 19 de outubro conquistou o título de primeira Miss Plus Size Senior (a partir de 40 anos) de Maricá e de toda a região dos Lagos.
Desde os ensaios sua auto estima melhorou, passou a se ver de outra forma, se valorizando mais.
Tem participado junto com sua produtora de diversos eventos de moda, beleza e de outros concursos.
Sabedora de todo o preconceito que ainda infelizmente existe contra as mulheres, e muito contra as mulheres gordinhas, resolveu aderir a campanha STOP, contra todos os tipos de preconceito.


Campanha STOP quer dar um basta à violência contra as mulheres .


KICA CASTRO
No dia 17 de janeiro de 2015, a ONG Essas Mulheres, com sede em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, lançou a campanha STOP, com objetivo de acabar com a violência contra as mulheres, sejam elas com ou sem deficiência. Foram escolhidos para representar o projeto, o cantor sertanejo Sávollo Lopes, 27, que virou embaixador da campanha e para madrinha foi escolhida Brisa Ramos, atriz e modelo com 29 anos, que já foi vítima de violência psicológica e física. Já o sertanejo ganhou grande repercussão por conta do “clipe Segredos” onde a protagonista do clipe foi uma mulher cadeirante, Danielle Fernandes. . “ Assim que soubemos desse trabalho, entramos em contato, explicamos o ponto de vista da ONG, onde a mulher com deficiência não é "coitadinha", nem pior e nem melhor que ninguém, ela toma as suas próprias decisões e pode fazer suas próprias escolhas, que profissão seguir, quem quer namorar, lutar para ter os direitos respeitados e que a deficiência não impede nenhuma mulher de ser bonita e vaidosa", explica Kica de Castro: responsável pelo marketing da ONG e proprietária de uma agencia de modelos exclusiva para profissionais com alguma deficiência. Como o ponto de vista entre ONG e o clipe são bem parecidos, Sávollo não deve dúvidas em aceitar o convite de ser embaixador dessa causa.

BRISA RAMOS, ATRIZ E
MODELO, MADRINHA E 
EMBAIXADORA DO STOP
“Vestindo a camisa da ONG Essas Mulheres iremos muito mais longe pois unidos somos fortes. Somos 23 milhões de deficientes no país, 920 mil meninas, adolescentes e mulheres com deficiência no Brasil sem políticas públicas em todas as áreas, sofrendo todo tipo de violência sem condições de denúncias ora por falta de preparo dos profissionais da área, ora por falta de acessibilidade aos órgãos públicos responsáveis”, relata a presidente da ONG, Márcia Gori, que também da palestras de sexualidade da pessoa com deficiência.

Elas sofrem violência física, psicológica, moral, emocional na maioria das vezes dos seus próprios cuidadores, familiares, amigos, e quando denunciam os seus algozes vem à pergunta "QUEM VAI CUIDAR DE MIM?". Adriana Buzelin (tetraplégica) e responsável pela nova identidade visual da ONG e também faz parte da coordenação no estado de Minas Gerais., ela ressalta: "Quando somos vítimas de qualquer covardia, não podemos ficar caladas, somos mulheres e temos os nossos direitos garantidos. Acima de tudo, nossas escolhas devem ser respeitadas".

Para participar envie sua selfie com a palavra STOP na palma da mão, segurando um cartaz, escrevendo em outra parte do corpo, abuse da criatividade. Envie as imagens para o seguinte endereço eletrônico: contato@essasmulheres.org

Entre os tipos de violência informados nos atendimentos realizados pelo Ligue 180, os mais recorrentes foram a violência física (15.541 relatos); seguida pela psicológica (9.849 relatos); moral (3.055 relatos); sexual (886 relatos) e a patrimonial (634 relatos).

A Campanha STOP quer chamar atenção para a violência contra as mulheres com e sem deficiência, para servir de alerta à sociedade e aos governantes. Atualmente mulheres acima do peso, são vítimas de agressões verbais, principalmente em redes sociais, uma forma de preconceito que também precisa ter fim. Pery Salgado (produtor de eventos e concursos plus size), abraçou a campanha STOP no Rio de Janeiro mostrando que a mulher plus size merece respeito acima de tudo.

"Peço desde já a colaboração e a união de todas as nossas lindas modelos plus size e demais modelos e TODOS OS SIMPATIZANTES da causa contra qualquer tipo de preconceito e violência contra as mulheres, aderindo a campanha, fazendo sua foto, sua selfie com a palavra STOP em alguma parte do corpo. Esse protesto é para tentarmos acabar de vez qualquer com tipo de submissão e violência contra nossas mulheres, sem ESTRELISMOS!" solicitou o produtor Pery Salgado.



terça-feira, 3 de março de 2015

JORNAL DO MUNICIPIO - FEVEREIRO 2015


PÁSCOA COMPLETA SÓ NA MIB FESTAS


LOJA ARCHITEKTON 124 COMEMORA 21 ANOS

TRÊS COMENDAS SÃO ENTREGUES NA CERIMÔNIA


Aconteceu na noite da sexta feira 27 de fevereiro, a belíssima cerimônia de comemoração dos 21 anos de existência da Loja Maçônica Architekton 124.
Fundada no dia 25 de fevereiro de 1994, a loja recebeu irmãos de outras lojas maçônicas e além da cerimônia de aniversário, foram entregues três condecorações durante a noite festiva. Após a entrada dos convidados, adentrou ao recinto o pavilhão nacional saudado por todos seguindo-se a emocionada execução do Hino Nacional Brasileiro.
A cerimônia foi aberta pelo Venerável Mestre Flávio que passou a palavra ao orador Hélio Partelli que emocionou todos os presentes com o discurso proferido: 
“Chegamos à maior idade, 21 anos, para alguns parece pouco tempo, mas na verdade, foi o suficiente para adquirirmos experiências incontáveis.
No percurso desse tempo, muito evoluímos, tivemos a oportunidade de nos aperfeiçoar no relacionamento humano; no nosso dia a dia, pudemos muito observar nossos comportamentos, reconhecendo assim a importância da união em nossa Loja, que hoje está mais forte do que nunca.
Somos uma Loja nova, onde a tradição dá lugar à esperança, onde as realizações cedem lugar aos sonhos e onde as promessas valem mais que as realizações.
Somos a terra fértil, lavrada e pronta para o plantio, e nela, tudo que for semeado florescerá e frutificará, assim, semearemos a fraternidade, a sabedoria e a caridade, pois esses serão nossos objetivos.
Temos, todos a eterna preocupação de edificar nosso Templo interior, bem como, paralelo a isso, conseguimos num curto espaço de tempo, com a ajuda de muitos irmãos e Amigos, edificar nosso Templo Físico, que hoje está praticamente concluído, faltando muito pouco para partirmos para o nosso espaço social.
A aquisição do nosso terreno, o início da nossa obra, bem como a trabalhosa manutenção de tudo isso, me remete a pensar em vários irmãos e amigos, que prefiro não citar os nomes para não causar nenhum desconforto e nenhuma injustiça.
Somos ainda, pedras brutas, mas diariamente procuramos nos burilar, buscando assim, o aperfeiçoamento em nossas vidas, buscando assim o engrandecimento do nosso interior.
Falando agora com os irmãos da Augusta Oficina, não amamos esta Loja porque ela é grande, mas porque ela é nossa.
Não poderia deixar de parabenizar nosso Venerável Mestre e sua administração pela forma de condução dos trabalhos e suas brilhantes realizações, bem como, todas as administrações passadas por terem nos conduzido até onde hoje estamos.
De forma alguma, deixaria que caísse no esquecimento, nosso incansável Grupo Feminino Filhas do Arquiteto, sempre as guerreiras, que ao nosso lado lutam pelo engrandecimento de nossa Loja.
Por fim, rogo ao Grande Arquiteto do Universo, que continue nos conduzindo para que possamos alcançar nossos objetivos e ideiais”, concluiu Hélio Partelli.

Prosseguindo o Venerável Mestre, solicitou a Antônio Moura, que contasse aos presentes a história da Loja Architekton 124, por ser ele, um dos membros fundadores da Augusta Loja Maçônica.
Contando detalhadamente os momentos desde a inauguração da Loja, o advogado Antônio Moura destacou os trabalhos realizados sinalizando para um futuro promissor com a continua preocupação no serviço à sociedade.
“A Loja Maçônica Architekton 124, jurisdicionada à Grande Loja Maçônica do Estado do Rio de Janeiro (GLMERJ), foi fundada em Maricá no dia 25 de fevereiro de 1994 e teve como seu primeiro Venerável Mestre (Presidente) José Irving Santana São Paulo. Até pelo menos o ano de 2005, somente existia em todo território do Município de Maricá apenas a Loja Architekton. Depois foram surgindo outras Lojas Maçônicas, como a Loja Maçônica Antonio Joaquim de Macedo Soares, jurisdicionada ao Grande Oriente do Brasil, hoje funcionando em Inoã; A Loja Fraternidade de Itaipuaçú, que funciona na Estrada dos Cajueiros e uma das mais recentes, a Loja Maçônica Enoc que funciona na Estrada do Boqueirão. Irving São Paulo era ator contratado da TV Globo e faleceu em Agosto/2006 com apenas 41 anos de idade, acometido de uma pancreatite. Em homenagem a seu fundador e primeiro Venerável Mestre, criou-se a COMENDA GRÃ-CRUZ  JOSÉ IRVING SANTANA SÃO PAULO DA ORDEM MAÇÔNICA DA LOJA MAÇÔNICA ARCHITEKTON 124 que tem por objetivo agraciar maçons e cidadãos civis por seus feitos junto à Ordem Maçônica e à Sociedade Brasileira em geral. As homenagens com a entrega de COMENDAS aos agraciados acontece no dia do Aniversário de Fundação da Loja Maçônica Architekton 124 (25 de Fevereiro). Desde que foi criada, somente duas personalidades civis foram agraciadas com a COMENDA, o Ministro do STF JOAQUIM BARBOSA (hoje aposentado) e o empresário maricaense ALEXANDRE DE SÁ REGO MONTEIRO.
A primeira comenda foi entregue ao empresário maricaense Alexandre de Sá Rego Monteiro, pelos seus serviços à sociedade maricaense, e por toda a ajuda que deu no crescimento da Loja Maçônica Architekton 124. A comenda foi entregue pelo Venerável Jorge Monteiro. 
A segunda comenda foi entregue ao irmão Antônio Sarmento da Grande Loja da Rua do Lavradio no Rio de Janeiro pelo irmão Wanderley e a terceira comenda foi entregue ao Eminente Past Grâo Mestre Fernando Paiva e foi entregue pelo primeiro aprendiz da Loja Architeckton 124, Geraldo Silva Jacinto.
Após a entrega das comendas, o orador Hélio Partelli falou sobre as comendas e seus valores.
“Meus Comendadores,
As medalhas, diplomas, comendas e condecorações são símbolos que refletem valores sociais...
Quando um título é outorgado a alguém, significa que esse alguém atingiu um comportamento de alto padrão, ou então que executou algo digno de ser admirado e imitado por outras pessoas.
As condecorações, na maioria das vezes, vêm apenas formalizar, de direito, uma homenagem ou um sentimento que, de fato, já preexistia no coração de todos.
Nós da A R L M Architekton n° 124, nos sentimos honrados por termos em nosso convívio, pessoas como vocês, que simplesmente por serem como são, enaltecem a existência humana”.
Foi uma belíssima cerimônia que terminou numa confraternização no Sítio Fraterno no bairro do Condado de Maricá.

Para conferir todas as fotos da cerimônia, acesse 







VIAÇÃO AMPARO CONTINUA RENOVANDO A FROTA


Sempre pensando em servir cada vez melhor os seus usuários nos municípios de Maricá, São Gonçalo e Niterói, a Viação Nossa Senhora do Amparo (maior empregadora do município de Maricá), continua renovando sua frota e recebeu nestes últimos dias 11 novos ônibus urbanos.
Estes veículos já entraram em funcionamento e TODOS tem acessibilidade para portadores especiais.





domingo, 1 de março de 2015

RIO DE JANEIRO - 450 ANOS conheça a história da cidade mais linda do mundo

Ocupação indígena O continente americano já era habitado desde pelo menos 10000 a.C. por povos provenientes de outros continentes . Por volta do ano 1000, o litoral do estado, com exceção da região da foz do Rio Paraíba do Sul (que continuou dominada pelos goitacás), foi invadido por povos tupis provenientes da Amazônia .


As capitanias e a França Antártica

À época do estabelecimento do sistema de Capitanias Hereditárias no Brasil, o território do atual estado do Rio de Janeiro encontrava-se compreendido em trechos da Capitania de São Tomé e da de São Vicente.
Não tendo sido colonizado pelos portugueses, em virtude da hostilidade dos indígenas tupinambás (tamoios) e goitacás estabelecidos neste litoral, entre 1555 e 1567, a baía de Guanabara foi ocupada por um grupo de colonos franceses, inicialmente sob o comando de Nicolas Durand de Villegagnon, que aqui pretendiam instalar uma colônia de povoamento, a "França Antártica".

Visando a evitar esta ocupação e a assegurar a posse do território para a Coroa de Portugal, em 1º de Março de 1565, foi fundada a cidade do Rio de Janeiro, por Estácio de Sá, vindo a constituir-se, por conquista, na Capitania Real do Rio de Janeiro.


A dinastia filipina

No século XVII, a pecuária e a lavoura de cana-de-açúcar impulsionaram o progresso da Capitania, uma vez que, entre 1583 e 1623 a área de maior destaque de produção de açúcar, no Sul do Brasil, se deslocou do litoral da Capitania de São Vicente para o da do Rio de Janeiro, na região da baía de Guanabara. Se, em 1629, computavam-se sessenta engenhos em produção no Rio de Janeiro, em 1639 esse número ascendia a 110. Durante a Dinastia Filipina, o Rio de Janeiro ampliou consideravelmente o fornecimento de seu açúcar a Lisboa, devido à perda da Capitania de Pernambuco durante as Invasões holandesas do Brasil. Nesse período, na passagem do século, registravam-se 120 engenhos em operação.
Com a Restauração da Independência Portuguesa (1640), os comerciantes e donos de embarcações na Capitania receberam permissão para comerciar diretamente com a África, a partir do porto do Rio de Janeiro, visando a intensificar o tráfico de escravos, inclusive para a bacia do rio da Prata.
Esse comércio foi sensivelmente prejudicado diante da tomada de Angola pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais em 1641. Nesse contexto, ampliou-se a demanda por escravos indígenas, assim como os conflitos com os religiosos da Companhia de Jesus por esse motivo.
Estando atuando decisivamente para a reconquista de Angola, pela Carta-Régia de 6 de Junho de 1647, passada pela Chancelaria de D. João IV, foi outorgado o título de "a muy leal cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro" o que lhe assegurava os mesmos privilégios de cidades como Lisboa ou o Porto, na metrópole. Angola foi definitivamente reconquistada em 1648.
Os preços do açúcar flutuaram constantemente no período e registraram baixas entre 1635 e 1645, com a conquista de Pernambuco pelos holandeses e novamente entre 1659 e 1668, devido à proibição de fabricação e venda de aguardente (cachaça), utilizada como moeda no comércio com a África. Nesse contexto, eclodiu na Capitania a chamada Revolta da Cachaça, em 1660, contra a dominação da família de Salvador Correia de Sá e Benevides.
Outros itens expressivos na pauta das exportações da Capitania eram o tabaco, embora em menores proporções que na da Bahia e na de Pernambuco, e a pesca da baleia nas águas da baía de Guanabara, tão expressivo que, em 1644, a municipalidade do Rio criou um imposto sobre esta indústria.
A navegação de cabotagem aumentou a partir de 1660, incluindo o comércio legal com as outras capitanias e o comércio ilegal com Buenos Aires, que enriqueceu um grupo de comerciantes.
Com Salvador Correia de Sá e Benevides, o setor de construção naval adquiriu importância, tendo se destacado a construção do Galeão Padre Eterno, em 1665, com cento e quatorze peças de artilharia. O setor não viria a prosperar devido à falta de mão-de-obra especializada.
Outro dos problemas da capitania era a falta de moeda, crítica em 1640, à época da Restauração. Ele só seria solucionado no final do século, com a descoberta de ouro nas Minas Gerais, e a consequente instalação de uma Casa de Fundição no Rio de Janeiro, em 1698.

O século XVIII

A prosperidade da Capitania foi definitivamente assegurado quando o porto da cidade do Rio de Janeiro começou a exportar o ouro e os diamantes extraídos de Minas Gerais, no século XVIII, de tal forma que, a partir de 1763, a cidade do Rio de Janeiro tornou-se a sede do Vice-reino do Brasil e a capital da colônia.

A família real

Com a mudança da Família Real Portuguesa para o Brasil, em 1808, no contexto da Guerra Peninsular, a cidade do Rio de Janeiro foi muito beneficiada com várias reformas urbanas para abrigar a Corte portuguesa. Dentro das mudanças promovidas destacam-se: a transferência de órgãos de administração pública e justiça, a construção de novas igrejas, hospitais, quartéis, a fundação do primeiro banco do país, o Banco do Brasil, a criação da Imprensa Régia, com o primeiro jornal oficial do País, a Gazeta do Rio de Janeiro e da Intendência Geral de Polícia da Corte e do Estado do Brasil. Nos anos seguintes também surgiram o Jardim Botânico, cursos de Medicina e Cirurgia em Salvador (hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Bahia) e no Rio de Janeiro (hoje Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Biblioteca Real (hoje Biblioteca Nacional) e a Academia Real Militar, antecessora da atual Academia Militar das Agulhas Negras.
Assim, ocorreu um processo de revolução sócio-cultural, influenciada não somente pelas informações e pessoas trazidas através da chegada da Família Real, mas também pela presença de artistas europeus que foram contratados para registrar a sociedade e natureza brasileira. Nessa mesma época, nasceu a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios (a atual Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro).

A província do Rio de Janeiro


Após a transferência da Corte portuguesa para a cidade do Rio de Janeiro, a autonomia, que a província tanto aspirava, não foi alcançada da mesma forma que as demais, já que ao ministro do Reino, cargo que foi praticamente um substituto para o de Vice-Rei com relação ao Rio de Janeiro, era confiada a sua administração.
Aliado a isto, estava o fato de que a cidade do Rio era a capital do Império, o que fazia com que o ministro administrasse a província inteira por meio de "avisos", os quais dirigia às Câmaras Municipais de cidades que, naquela época, cresciam a passos largos devido à ampliação e fortalecimento da lavoura cafeeira, que já sobrepujava à força da lavoura canavieira na região Norte Fluminense.
Essas diferenças com relação às demais unidades administrativas do Brasil fez com que no ano de 1834 o município do Rio de Janeiro fosse transformado em Município Neutro, permanecendo como capital do império, enquanto a província passou a ter a mesma organização político-administrativa das demais, com um presidente escolhido pelo imperador e uma Assembleia Legislativa, tendo sua capital na Vila Real da Praia Grande, que no ano seguinte passou a se chamar Niterói.
Já a cidade do Rio de Janeiro passou a ter uma Câmara Municipal, que cuidaria da vida daquela cidade sem interferência do presidente de província e, em 1889, após a implantação da República no Brasil, a cidade continuou como capital nacional, sendo o Município Neutro transformado em Distrito Federal. Com a mudança da capital do país para Brasília, o antigo Distrito Federal tornou-se o estado da Guanabara.
A despeito da grande rotatividade ocorrida no poder da província fluminense logo após a criação do Município Neutro (que lhe deu 85 governantes até o fim do Império), a expansão da lavoura cafeeira trouxe prosperidade nunca antes alcançada nesta região.
Tanto com o surgimento de novos centros urbanos pela província, quanto pelo explendor exibido nas fazendas dos "barões do café" via-se a prosperidade trazida pelo "Ouro Verde", que também trouxe desenvolvimento da educação, notado pela construção de várias escolas por todas as cidades.
Com isso convivia, porém, o trabalho escravo, base de sustentação da sociedade cafeeira fluminense e que crescia sem parar à medida que as lavouras se ampliavam pelo Vale do Paraíba. Nesse período, a província se tornou a mais rica e poderosa no país e sua principal exportadora.
Essa situação perdurou até por volta de 1888. Com a abolição da escravatura, a aristocracia fluminense se empobreceu, já que não tinha mais sua mão de obra e ainda viu a exaustão do solo e a redução das safras colhidas ano após ano.

O estado do Rio de Janeiro

A decadência foi a tônica na província nos últimos dias do regime imperial. Na luta pela República, vários foram os fluminenses que se distinguiram, cabendo citar Antônio da Silva Jardim, Lopes Trovão, Francisco Rangel Pestana, entre outros. Também forte foi a presença na campanha abolicionista.
Com a proclamação da República, logo ocorreram problemas políticos que foram, com o tempo, lhe retirando a grandeza e o destaque conseguidos durante o Império.
Após a aprovação da nova constituição estadual, em 9 de abril de 1892, a capital foi transferida para a cidade de Petrópolis, devido às agitações que ocorreram durante o governo do Marechal Floriano Peixoto nas cidades do Rio e de Niterói, e também à Revolta da Armada, ocorrida naquela época.
Após diversos anos em que lutas políticas fizeram o Estado perder o rumo administrativo, fato comprovado pela dualidade de Assembleias Legislativas por três períodos, estas fazem aumentar ainda mais a crise econômica fluminense, que se arrasta de tal maneira a transformar, gradualmente, suas plantações de café em pastagens para a pecuária e a fazer com que o mesmo não acompanhe o desenvolvimento industrial experimentado por São Paulo.

A revolução de 1930 e o Estado Novo

Com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, vários interventores foram nomeados, o que não alterou o quadro sócio-econômico fluminense até que, em 1937, foi nomeado Ernani do Amaral Peixoto, genro de Vargas (este casou-se com Alzira Vargas em 1939) e que pôde realizar muito pelo Estado, dando incentivo ao seu desenvolvimento industrial, com a construção, da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) em Volta Redonda, no Vale do Paraíba fluminense e da Fábrica Nacional de Motores (FNM), em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, bem como a expansão da malha rodoviária estadual.
Amaral Peixoto ainda mobilizou a população fluminense no esforço de guerra, que resultou na aquisição, com os recursos arrecadados, de um novo navio para a Marinha de Guerra brasileira.
Data desse período, também, a formação de várias instituições de ensino superior e centros de estudo sobre a cultura e história fluminenses, que procuravam resgatar a memória e construir uma identidade para a população do Estado, esvaziado econômica e politicamente desde o fim do Segundo Império.

A redemocratização e o Golpe de 1964

Com a queda de Vargas, Amaral Peixoto foi afastado do comando do Estado e cinco interventores sucederam-se no governo fluminense até a eleição, em 1947 de Edmundo de Macedo Soares e Silva, construtor da usina de Volta Redonda, que reorganizou a administração e as finanças estaduais, bem como continuou o incentivo à industrialização e à produção agropecuária.
Foi sucedido, entretanto, por Amaral Peixoto, que dá nova força à expansão industrial e rodoviária, datando desse período a criação da Companhia N.acional de Álcalis.
Até o ano de 1964, os governos estaduais procuram dinamizar a economia fluminense, reformando a estrutura do estado, organizando sua educação superior (cria-se em 1960 a "Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro", posteriormente Universidade Federal Fluminense), melhorando a infraestrutura elétrica (é desse período a criação das Centrais Elétricas Fluminenses, posteriormente Companhia de Eletricidade do Estado do Rio de Janeiro) e dando nova feição à cidade de Niterói.
Após o Golpe de Estado no Brasil em 1964, o governador Badger da Silveira, recém-eleito em 1963, foi afastado do cargo, sendo substituído pelo general Paulo Torres, que tratou de criar a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro.
Seguiram-se a ele Jeremias Fontes e Raimundo Padilha, que seria o último governador do estado do Rio de Janeiro antes da fusão com o da Guanabara, datando do seu governo a conclusão da Ponte Presidente Costa e Silva e o início da construção do Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto.

O novo estado do Rio


Após a edição da Lei Complementar nº20 em 1974, assinada pelo presidente Ernesto Geisel, fundiram-se os estados da Guanabara e do Rio de Janeiro em 15 de março de 1975. A capital do novo estado (que manteve o nome de Rio de Janeiro) passou a ser a cidade do Rio de Janeiro, voltando-se a situação político-territorial anterior a 1834, ano da criação do Município Neutro. Foram mantidos ainda os símbolos do estado do Rio de Janeiro, enquanto os símbolos do antigo estado da Guanabara passaram a ser os símbolos do município do Rio de Janeiro.
Alguns alegam que a motivação por trás do presidente Geisel para a fusão foi neutralizar a força oposicionista do Movimento Democrático Brasileiro no estado da Guanabara. O estado do Rio de Janeiro, tradicionalmente foi considerado um polo de conservadorismo, vide governos sucessivos do Partido Social Democrático e posteriormente da Aliança Renovadora Nacional, apesar da grande força do Partido Trabalhista Brasileiro (que elegeu os dois últimos governadores antes de 1964), e depois do Movimento Democrático Brasileiro nessa região, o que levou à errônea conclusão que esta viria a neutralizar a oposição emedebista guanabarina, evitando maiores problemas para o governo militar, que acaba por indicar como primeiro governador do "novo" estado o almirante Floriano Peixoto Faria Lima.
Apesar de Faria Lima assumir o estado com promessas do governo federal de maciços investimentos, a fim de compensar os problemas que poderiam advir da fusão, esses não se concretizaram plenamente, mesmo com a implantação das usinas nucleares em Angra dos Reis e a expansão da Companhia Siderúrgica Nacional, o que acarretou problemas que viriam a ser sentidos, principalmente nas áreas de habitação, educação, saúde e segurança partir da década de 1980.
Com a abertura política e a volta das eleições diretas para governador, os fluminenses elegem no ano de 1982 Leonel de Moura Brizola (Partido Democrático Trabalhista), exilado político desde 1964 que voltava ao Brasil com a bandeira do trabalhismo varguista, o que conquistou o eleitorado insatisfeito com o segundo governo de Chagas Freitas.
Brizola angaria nesse primeiro mandato a antipatia do eleitorado conservador devido às suas políticas de amparo às comunidades carentes, encaradas como de cunho populista. No seu primeiro governo, Brizola constrói o Sambódromo e dá início aos Centros Integrados de Educação Pública (CIEPs), escolas projetadas por Oscar Niemeyer e idealizadas pelo professor Darci Ribeiro para funcionarem em tempo integral. A crescente crise na área da segurança pública e os desgastantes atritos com as Organizações Globo acabaram por impedir que ele fizesse seu sucessor.
Nas eleições de 1986, Moreira Franco foi eleito governador pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro numa ampla aliança antibrizolista, que ia do Partido da Frente Liberal ao Partido Comunista do Brasil. Moreira teve a ajuda do Plano Cruzado, plano econômico lançado no governo do presidente José Sarney que visava o controle da inflação e que malogrou ante a acusação, por parte da oposição, de ter sido eleitoreiro. A decepção com o governo Moreira Franco, que não cumpriu a promessa de acabar com a violência em seis meses, levou o eleitorado fluminense a eleger Leonel Brizola novamente, em 1990.
Em seu segundo mandato, Brizola concluiu os Centros Integrados de Educação Pública, construiu a Via Expressa Presidente João Goulart, a Universidade Estadual do Norte Fluminense, ampliou o sistema de abastecimento hídrico do Rio Guandu e deu início ao Programa de Despoluição da Baía de Guanabara. Porém os problemas crônicos na área de segurança, bem como nas contas públicas estaduais, fizeram o estado sofrer uma "intervenção branca" do governo federal no ano de 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento e, também, no ano de 1994. A utilização de tropas das Forças Armadas no patrulhamento das ruas da capital foi amplamente apoiada pela população.
Em meio a esses problemas, Brizola renunciou ao mandato a fim de concorrer às eleições presidenciais. O governo estadual foi assumido pelo seu vice, Nilo Batista, que, após 8 meses, passou o comando para Marcello Alencar, eleito pelo Partido da Social Democracia Brasileira em 1994 graças ao bom desempenho de sua passagem pela prefeitura da cidade do Rio e ao sucesso do Plano Real. Marcello retomou as obras do metrô, paralisadas desde a gestão Moreira Franco, construiu a Via Light e implementou uma política de segurança pública mais voltada ao confronto armado, o que acabou por gerar antipatia da população de baixa renda, mais exposta aos enfrentamentos entre a polícia e bandidos.
Na eleição seguinte, Anthony Garotinho, apadrinhado à época por Brizola e que, anteriormente, havia perdido a eleição para Alencar, foi eleito governador pelo Partido Democrático Trabalhista, apoiado por uma aliança de esquerda que incluiu, como vice na chapa, a então senadora Benedita da Silva, do Partido dos Trabalhadores, que o substituiu em 2002, quando ele também renunciou, como Brizola, visando à corrida presidencial. Benedita assumiu em meio a problemas de ordem política - Garotinho rompeu a aliança com o Partido dos Trabalhadores, sob acusações de fisiologismo - e fiscal que acabaram por impedi-la de se reeleger, sendo derrotada por Rosinha Garotinho, esposa de Anthony Garotinho, que procurou, após eleita, manter o estilo por vezes controvertido de governar de seu marido, enfrentando ainda duras críticas com relação à situação da segurança pública.
Nas eleições de 2006, o eleitorado fluminense elegeu Sérgio Cabral Filho como o novo governador. A vitória ocorreu no segundo turno, após vencer a ex-juíza Denise Frossard, apoiada por Cesar Maia. Apesar de pertencer ao mesmo partido de Garotinho e Rosinha (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), Cabral vem dissociando, desde a campanha, sua imagem da do casal. A aproximação com o presidente Lula, a nomeação de Benedita da Silva e Joaquim Levy para o seu secretariado e a extinção de projetos como o Cheque-Cidadão e Jovens pela Paz (considerados como marcas registradas do período Garotinho/Rosinha) foram atitudes tomadas por Cabral que sinalizam este distanciamento, mas que permitiram, ao mesmo, alcançar a reeleição no ano de 2010.